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A criatividade nos tempos de ser e estar

Na ânsia por boas ideias, é comum desejarmos que a criatividade tenha o mesmo princípio dos interruptores, bastando ligá-la, para que o ambiente se ilumine com sugestões mirabolantes, e desligá-la tão logo conseguiu reinventar a roda, pois você, consciente que é, não deseja desperdiçar a sua criatividade à toa.

A realidade, no entanto, mais se assemelha à procura por água em um poço esgotado: quanto mais fundo se cavouca, mais longe da superfície parecem ficar as boas ideias.

Essa sensação angustiante é o resultado comum de quem procura pela criatividade somente quando ela faz falta. E, na verdade, ela deve ser trabalhada continuamente até enraizar na forma que você vê, sente e pensa as coisas.

Um exemplo disso é a frase atribuída (até a última checagem, ao menos) ao inventor norte-americano Thomas Edison: “minhas invenções são fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração”.

Isso significa que, além da importância do trabalho árduo, a criatividade faz parte da maneira como o inventor encara a sua rotina, sendo uma ocasião “simples” – a tal da epifania que demanda, posteriormente, em botar a mão na massa.

E, no geral, a dificuldade não reside na ideia, em si, mas em desenvolvê-la como ela foi moldada, mentalmente, naquele instante que quase nos faz gritar “eureka”.

Para explorar a questão, a autora Catherine Patrick, em seu livro O Que É Pensamento Criativo, dividiu o processo criativo (reparou que a criatividade não se trata, apenas, de um deslumbre mental?) nas seguintes etapas:

Preparação: leia, anote, rascunhe, converse e manipule, de todas as formas possíveis, as informações em órbita da questão na qual você deseja florescer as boas ideias.

Incubação: é o momento em que os dados obtidos e absorvidos são conduzidos para dentro do inconsciente, criando conexões possíveis para germinar boas ideias.

Iluminação: aqui reside a etapa na qual as histórias em quadrinhos traduzem a epifania por uma lâmpada bem acesa sobre o couro cabeludo.

Verificação: por fim, a reflexão que se deve fazer, partindo do pressuposto que nem toda ideia boa é uma boa ideia.

Interessante, não? Mas, para aplicar esse processo, a criatividade tem que estar vacinada contra o lugar-comum. Por isso, selecionamos algumas dicas que ajudam a exercitá-la, para que você aprenda e compreenda como criar as suas ideias até a maturidade, quando terão idade suficiente para conquistar o mundo:

  • Relaxar, divagar e sonhar acordado, enquanto bons inimigos das virtudes acadêmicas, são aliados de quem procura por associações incomuns e resolver desafios criativos;
  • Ouça, veja e chafurde a sua curiosidade acerca de tudo! E mantenha a mente disposta a conhecer coisas novas, rever ideias e a saborear novidades;
  • Carregue um caderninho e caneta para todos os lados, consigo. Anote ideias, rascunhe pensamentos abstratos e exercite variações de um mesmo raciocínio ou frase;
  • Crie o hábito de associar e dissociar as ideias, criando novos elos a partir dessas ações;
  • Informe-se, duvide e questione. Torne cada uma dessas etapas em algo essencial para as suas análises.

E você? Tem algumas dicas complementares para exercitar a criatividade? Então conte, aqui, para a gente!